O CASAL DA ESPERANÇA

“O verão de 1879 ou mais precisamente no dia 19 de janeiro 1879, trazia a bonança de novos caminhos”. "A vida recomeçava".

“Para os que aqui viviam, era apenas temporada de trabalho e acolhida aos recém-chegados. Aos que vinham, o estio era prenúncio de outra alvorada”.

Embarque na França

Os Andreazza embarcaram no “Vapor” francês Ville de Santos, no porto do HAVRE, ao norte da França, não em Gênova, como a maioria dos imigrantes. Partiram em 02 de dezembro de 1878 e chegaram ao Campo dos Bugres (Caxias) em 19 de janeiro de 1879. Portanto, quatro anos depois do início da imigração de 1875.

Vinham também no mesmo navio, as famílias Piccoli Casagranda, Cima, Zorzi, Meneghetti, Demori, Ortolan E outras, segundo o documento de vistoria dos passageiros emitido na chegada ao Rio de Janeiro, que vai reproduzido no Cap. XVllº- Terceira Parte, do Livro escrito por Romeu Andreazza.

Comandados pelo “Capo de Ia Famiglia”, GIUSEPPE SEBASTIANO ANDREAZZA, de 46 anos, acompanhado de sua mulher Anna Poloneatto, de 44 anos; com seus oito filhos: Pietro Domenico, de 23 anos; Sebastiano, de 22 anos; Vittore Leone, de 20 anos; Regina, de 17 anos; Davide Paolo, de 15 anos; Maria Carolina, de 14 anos; Giuseppina Corona, de 11 anos; Francesco Domenico, de 2 anos; da cunhada Emiglia Tereza, viúva, com 63 anos; e dos sobrinhos órfãos, Inocente Pietro com 10 anos e Francesca Anna, com 7 anos, filhos de Antônio Pietro (1815-1873); acompanhado também de seu irmão Angelo, viúvo, de 49 anos, com dois filhos: Ângela, de 21 anos e CONSTANTE (meu avô) de 7 anos de idade, formavam um clã de 16 pessoas. Todos os homens, maiores de 12 anos, sabiam ler e escrever.

Iniciaram os preparativos para a emigração, com toda probabilidade, no mês de junho de 1878, data da Lista que Giuseppe fez dos Andreazza. “venuti in America”. Ele que assumiu, ao natural, o posto de Capofamiglia, tomou todas as providências, visitando o Padre da Paróquia de Onigo, Dom Giácomo Calarezza, ao qual solicitou as informações dos arquivos oficiais e datas de nascimento e casamento, formando a nominata que deve ter servido para tirar os Passaportes. Assim, tomou outros encargos, como os contatos para garantir as passagens do navio, junto a agenciadores.

Ao par disso, as mulheres da família, com Anna à frente, conferiam as roupas, confeccionavam outras, preparavam sementes de hortaliças e procuravam adivinhar o que precisariam, no futuro, ao se instalarem na “Mérica”.

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